sábado, 9 de novembro de 2013

Lendas do Rock – Robert Johnson



Robert Leroy Johnson, mais conhecido no mundo da música como Robert Johnson, é frequentemente citado como o maior e mais influente cantor de Blues dos Estados Unidos ou o mais importante músico do século XX. Grande cantor e excelente guitarrista norte-americano, Robert Johnson, oficialmente nasceu em Hazlehurst, Mississippi, Estados Unidos, no dia 8 de maio de 1911. Segundo relatos e registros existentes (documentação escolar e certidões de casamento e de óbito), a data de nascimento de Johnson está incorreta. Os documentos sugerem datas entre 1909 e 1912. Johnson faleceu, prematuramente, em 16 de agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi, Estados Unidos, aos 27 anos de idade.

Em seu curto período de vida, Robert Johnson gravou apenas 29 músicas, num total de 40 faixas. A influência de Johnson sobre grandes e renomados artistas é enorme! Durante anos, artistas como Led Zeppelin, Bob Dylan, The Rolling Stones, Eric Clapton (que o considerava o “mais importante cantor de blues que já viveu”), Johnny Winter, e outros famosos, se deixaram influenciar pelo maior bluesman, pelo avô do rock, como é conhecido.  Suas músicas continuam sendo interpretadas e adaptadas por artistas e bandas diversos até os dias de hoje. Segundo a revista norte-americana Rolling Stone, Johnson foi considerado o 5º melhor guitarrista de todos os tempos.
Segundo uma das mais antigas lendas da música, já na década de 30, Robert Johnson havia feito um pacto com o Diabo, para que se tornasse o maior bluesman de todos os tempos. Reza a lenda que Johnson havia se encontrado com Satanás às margens do rio Mississipi, onde teria vendido sua alma, em troca de excelentes habilidades com o violão. Toda lenda surge a partir de algum fato a ela relacionado! A sustentação de tal teoria baseia-se na faixa de Johnson de 1937, “Me and the Devil Blues”. 
Outro mito popular ainda vai mais longe! Sugere que Johnson, com seu violão e uma garrafa de whisky adulterado, na encruzilhada das rodovias 61 e 49, em Clarksdale, Mississipi, vendeu sua alma ao diabo, em troca da proeza para tocar guitarra. Ao som muito alto e escandaloso de uma gaita cromada, o diabo apareceu, tomou seu violão e afinou-o um tom abaixo, e devolveu-o para Johnson, que o tocou como toca nas gravações. Tal mito ganhou força devido às letras de algumas músicas de Johnson, como “Crossroads Blues”, “Me and The Devil Blues” e “Hellhound On My Trail”. O mito foi descrito também em filme Crossroads, de 1986 e em livro.
A lenda refere-se ainda a detalhes acerca da morte de Johnson. Segundo esta, Johnson havia saído desesperadamente do bar Tree Fors, perseguido por cães pretos, sendo encontrado com marcas de mordidas profundas e cortes em forma de cruz  no rosto, mas seu violão permanecia intacto, ao lado do corpo ensanguentado.
Na realidade, Johnson tornou-se uma lenda da guitarra devido a trabalho árduo e a uma boa prática. Morreu após sentir-se mal em um show no bar “Tree Forks”, envenenado por estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, enciumado por Johnson ter flertado com sua mulher. Sonny Boy Williamson, que tocava junto com Johnson, alertou-o acerca da bebida, mas este não deu crédito, e tomou o whisky. Mesmo se recuperando do envenenamento, Robert Johnson contraiu uma grave pneumonia, e morreu três dias depois.
Também existem outras versões para sua morte, espancamento, apunhalamento, assassinato por armas de fogo diversas, além da versão da morte por sífilis. Seu atestado de óbito cita apenas “No Doctor” (sem médico), o que deu margem às versões e mitos diferentes acerca de sua morte. Robert morreu de olhos abertos e com uma expressão tranquila no rosto.